Venda de carro no valor de R$60 mil foi ponto-chave para investigações que resultou na prisão de Ministro Entenda

Uma transação envolvendo Myriam Ribeiro, a filha do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro e Victoria Bartolomeu, filha de Arilton Moura, pastor evangélico foi o ponto-chave para as investigações realizadas pela Polícia Federal, que chegaram a figura de Milton Ribeiro, resultando em sua prisão, ocorrida na última quarta-feira (22/06). O valor da transação realizada entre a filha do ex-ministro e a filha do pastor tinha o montante de R$60 mil.

Na documentação da transação, Victoria adquiriu o veículo Kia Sportage 2016 de Myriam pelo valor de R$60 mil. A compra teria sido feita em fevereiro de 2022. Na época dos fatos, Milton Ribeiro ainda estava a frente da pasta da Educação no Governo. A saída do ministro da Educação somente foi publicada no Diário Oficial da União no dia 28 de março, mais de um mês após o ocorrido.

Você pode se interessar  Globo, não consegue direito de transmitir libertadores na TV por assinatura e culpa alta do dólar Entenda

Segundo o que foi apurado, os órgãos de trânsito exigiram os trâmites dos negócios, que já estariam nas mãos dos advogados de defesa de Milton Ribeiro. Consultas realizadas a tabela FIPE (plataforma que informa o valor médio dos veículos), o valor do carro gira em torno de R$89 mil, muito superior ao valor da compra, que foi de R$60 mil. Até então, não foi divulgado o motivo para a prisão do ex-ministro.

Você pode se interessar  Saiba o real motivo por trás de manifestações de artistas

Sobre a prisão preventiva

Milton Ribeiro, ex-ministro da educação teve o seu mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal e foi preso na manhã desta quarta-feira (22/06) em Santos, São Paulo. A prisão faz parte da operação deflagrada pela Polícia Federal chamada Acesso Pago. De acordo com o órgão, o objetivo por trás dessa operação é investigar os casos de corrupção e tráfico de influência na liberação de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Você pode se interessar  Bolsonaro se pronuncia sobre Milton Ribeiro "se for culpado vai pagar"

No mandado de prisão assinado pelo juiz federal Renato Borelli, havia citações de crimes como tráfico de influência, advocacia administrativa, corrupção passiva e prevaricação. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura também foram alvos dos mandados de prisão.