Anestesista acusado de estupro é hostilizado pelos presos ao chegar em sua cela

No início da semana, o Brasil viu mais um caso chocante no que diz respeito a violência contra mulher. Dessa vez, um médico anestesista se aproveitou da oportunidade e inseriu o pênis na boca de uma mulher que estava sedada e em trabalho de parto. O estupro ocorreu ainda com a mulher anestesiada, favorecendo a atuação do médico. Ele foi preso em flagrante após enfermeiros instalarem câmeras no local, quando perceberem atitudes suspeitas do acusado.

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Giovanni Quintella foi transferido ao presídio Pedrolino Werling de Oliveira, mais conhecido como Bangu 8, localizado na zona oeste do estado do Rio de Janeiro. Contudo, a sua chegada ao local foi bastante conturbada e mercada pela hostilidade dos detentos. Segundo informações dos jornais, quando o anestesista chegou ao presídio, os detentos começaram a sacudir as grades, xingar e vaiar o médico. Essa atitude foi vista como um protesto pela sua chegada. Bangu 8 foi o destino do médico pois é a cadeia onde pessoas com Ensino Superior são enviadas. Para garantir a sua segurança, os agentes optaram por deixá-lo em uma cela separada e sozinho.

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O anestesista responde por outros 5 supostos estupros, cometidos nas mesmas condições daquele onde ele foi preso em flagrante. Os atos investigados teriam sido realizados nas demais unidades onde Giovanni havia trabalhado, como o Hospital da Mulher Heloneida Studart, localizado na cidade de São João do Meriti.

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Na tarde de terça-feira (12/07), o delegado converteu a prisão em flagrante na preventiva. O médico passou pela audiência de custódia, que foi realizada na cadeia pública de Benfica. Graças a decisão proferida pelo Magistrado, Giovanni ficará preso sem previsão de saída, cuja situação deverá ser reavaliada a cada 90 dias. A Polícia Civil dará continuidade ao inquérito, para que posteriormente o Ministério Público ofereça a denúncia.